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O CALENDÁRIO AGRÍCOLA DE ISRAEL E SEU CUMPRIMENTO PROFÉTICO

ESTUDOS BÍBLICOS


Praticamente, em toda a Bíblia, se fala em trigo, cevada, videira, figueira, dentre outros frutos. O Eterno elenca, em Deuteronômio 8:8, os frutos da terra de Israel: trigo e cevada, videiras e figueiras, romãzeiras, azeite de oliva e mel (de tâmara). Verificando em quais festas são apresentadas as primícias da cevada, do trigo, das uvas, dentre outros frutos, e em quais festas são interrompidas ou encerradas as colheitas da cevada, do trigo, das uvas, e de outros frutos, se chega à conclusão de que há uma profunda relação entre o calendário agrícola de Israel, as sete Festas do Eterno e o plano do Messias para salvação de sua Noiva e de seu povo Israel.
As Festas do Eterno se relacionam com o início e o término da colheita dos frutos de Israel. A partir do conhecimento desta relação, se tem a confirmação do Plano Profético apontado pelas Festas do Eterno.

I - Na Festa das Primícias, o molho de cevada aponta para o próprio Yeshua

Na Festa das Primícias, a oferta de movimento apresentada ao Eterno pelo sacerdote era composta de grãos asmos, sem fermento, representando o Cordeiro de Deus, imaculado, sem pecado, que ressuscitou no exato dia da festa das primícias, cumprindo efetivamente o “ensaio geral” que se repetia a cada ano.
“Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes entrado na terra, que vos hei de dar, e fizerdes a sua colheita, então trareis um molho das primícias da vossa sega ao sacerdote;
E ele moverá o molho perante o Senhor, para que sejais aceitos; no dia seguinte ao sábado o sacerdote o moverá.” (Levítico 23:10,11)
Como havíamos comentado, os hebreus consideram como primícias (“Bikurim”) os produtos que estão listados em Deuteronômio 8:8: grãos (trigo, cevada, centeio), uvas, figos e romãs e oliveiras. As colheitas estendiam-se de março a outubro. Colhia-se primeiro a cevada. O trigo era colhido depois. Em seguida, colhiam-se uvas, figos e azeitonas.
A cevada e o trigo eram os primeiros grãos que estavam prontos para a colheita, porém a cevada amadurecia antes do trigo, logo nos primeiros dias de primavera, época da Páscoa. A cevada era trazida ao Templo a partir do segundo dia da Páscoa. O trigo, que amadurecia depois, era levado ao Templo por ocasião da Festa de Pentecostes.
Assim sendo, na Festa das Primícias, a oferta de movimento apresentada ao Eterno pelo sacerdote era composta de um feixe de grãos sem fermento. Desta forma, como a oferta apresentada no “ensaio geral” era sem fermento, ela própria representava Aquele que é o único sem fermento, ou seja, o Cordeiro de Deus, imaculado, sem pecado, O qual ressuscitou no EXATO dia da Festa das Primícias, cumprindo efetivamente o “ensaio geral” que se repetia a cada ano.

II - Na Festa de Pentecostes, os dois pães levedados apontam para os dois povos que compõem a Igreja do Eterno: judeus e gentios

Na Festa de Pentecostes, a oferta de movimento apresentada ao Eterno pelo sacerdote era composta de dois pães levedados (com fermento), representando os dois povos que compõem a Igreja do Eterno - judeus e gentios - cujos primeiros frutos foram apresentados ao Eterno no exato dia da Festa de Pentecostes, cumprindo efetivamente o “ensaio geral” que se repetia a cada ano.
“Contem cinquenta dias, até um dia depois do sétimo sábado, e então apresentem uma oferta de cereal novo ao Senhor.
Onde quer que morarem, tragam de casa dois pães feitos com dois jarros da melhor farinha, cozidos com fermento, como oferta movida dos primeiros frutos ao Senhor.” (Levítico 23:16-17)
Observa-se que, na Festa de Pentecostes, são levados ao sacerdote dois pães (“teâfeynâh”) levedados (“châmets”) para que ele os apresente como oferta movida perante o Eterno, em um ensaio geral que se repete a cada ano. Estes pães representam judeus e gentios, os dois povos que figuraram como os primeiros frutos apresentados ao Eterno no EXATO dia da Festa de Pentecostes, cumprindo efetivamente o “ensaio geral” que se repetia a cada ano. 
Assim sendo, enquanto, na Festa das Primícias, a oferta era de um feixe de cereal sem fermento representando o próprio Cordeiro de Deus, imaculado, sem pecado; por outro lado, na Festa de Pentecostes, eram apresentados dois pães levedados, ou seja, com fermento, uma vez que a Igreja Primitiva era composta por estes os dois povos, judeus e gentios, os quais eram formados de pessoas arrependidas de seus pecados (fermento). 
Desta forma, se constata que a Escritura é precisa nos mínimos detalhes, confirmando, também por este fundamento, que a Festa das Primícias aponta para a Ressurreição do Cordeiro sem pecado, e que a Festa de Pentecostes aponta para o início do tempo da Igreja do Eterno, composta por judeus e gentios arrependidos de seus pecados.  

III - De acordo com as Escrituras, o Eterno ordena que a colheita do trigo se inicie na Shavuot (Festa de Pentecostes).

“Também guardarás a Festa das Semanas (Shavuot – Festa de Pentecostes), que é a festa das primícias da sega do trigo.”(Êxodo 34:22a)
As primícias (“bikurey”) da Colheita (“qëtyr” – concordância Strong nº 7105) do Trigo (“chitym” – concordância Strong nº 2406) são apresentadas na Shavuot (Festa de Pentecostes). 
 Agora, leia as palavras abaixo de João Batista, contidas em Mateus 3:11-12:
“E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo.
Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará.” (Mateus 3:11,12)         
Observe que, em Mateus 3:11, João Batista faz referência ao Batismo com o Espírito Santo, evento este que viria a ocorrer no dia da Festa de Pentecostes, conforme disposto em Atos 2:1, dia este em que foi dado início ao tempo da Igreja do Eterno, com a colheita das primeiras almas, dos primeiros frutos (Atos 2:41).
"E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;
De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas" (Atos 2:1,41)
Mas a profecia não acaba aí, observe que, no versículo seguinte (Mateus 3:12), João Batista revela que o Messias recolherá no celeiro o seu trigo e queimará a palha no fogo eterno, comparando efetivamente o trigo (cujos primeiros frutos agrícolas são apresentados na Festa de Pentecostes conforme Êxodo 34:22) à Igreja de Yeshua (cujos primeiros frutos seriam colhidos na Festa de Pentecostes, conforme Atos 2:1,41). 
Ora, considerando que a celebração da colheita dos primeiros frutos do trigo ocorre exatamente na Festa de Pentecostes, conforme Êxodo 34:22e considerando que as primeiras almas da Igreja do Eterno foram colhidas exatamente na Festa de Pentecostes, conforme Atos 2:141, se conclui que  o trigo, na profecia de João Batista, representa a Igreja de Yeshua, cujos primeiros frutos foram colhidos exatamente na Festa de Pentecostes, na qual também é celebrada a colheita dos primeiros frutos do trigo.

IV - Na Festa das Trombetas, ao ouvir o toque do shofar, os israelitas paravam imediatamente a colheita do trigo que, assim, era interrompida.

Quando era interrompida a colheita do trigo? Em seu livro “As Festas Judaicas do Antigo Testamento” (Editora AD Santos), o Dr. Grady Shannon Mcmurtry, teólogo, pesquisador americano e professor da Universidade da Georgia nos EUA, assim explica sobre a Festa das Trombetas, também denominada de Yom Teru’ah ou de Rosh Hashanah:
“Como todos os meses do calendário, o primeiro dia de Tishrei começa com o primeiro brilho de uma lua nova. Os vigias no oriente de Israel ficavam observando até que surgisse o primeiro raio ou sinal de lua nova e esse sinal era transmitido rapidamente de vigia em vigia até chegar no Templo. O sacerdote ficava em pé no parapeito a sudeste do Templo e soava o shofar para que fosse ouvido em todo o vale ao redor. Aqui nós temos uma lição tremendamente importante tanto para o nosso estudo quanto nosso futuro. Assim que o sacerdote soava o shofar, todos os tementes a Deus, verdadeiros servos, interrompiam imediatamente a colheita, mesmo que ainda ficasse mais para ser colhido. Eles deixavam tudo lá mesmo no campo. Era época de colheita de trigo e eles paravam tudo e se dirigiam para o Templo para a adoração do dia de ano novo, a Festa das Trombetas.”   
Observe que o Dr. Grady Shannon deixa claro que, na Festa das Trombetas, a colheita do trigo era interrompida. Considerando que as Escrituras comparam o trigo com a Igreja de Yeshua, e considerando que os primeiros frutos tanto do trigo como da Igreja de Yeshua foram apresentados na Festa de Pentecostes, podemos perfeitamente entender que a colheita de almas também será interrompida na festa em que, a cada ano, é interrompida a colheita do trigo, ou seja, na Festa das Trombetas. Esta interrupção se dará, sem dúvida, através do Arrebatamento da Noiva do Cordeiro, confirmando o que o apóstolo Paulo deixou registrado em 1ª Tessalonicenses 4:16-17.
"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor."
 (1ª Tessalonicenses 4:16,17)

V - De acordo com as Escrituras, o Eterno ordena que as sobras da colheita do trigo, deixadas para trás, sejam colhidas, mas não pelos segadores

Quando vocês estiverem fazendo a colheita de sua lavoura e deixarem um feixe de trigo para trás, não voltem para apanhá-lo. Deixem-no para o estrangeiro, para o órfão e para a viúva, para que o Senhor, o seu Deus, os abençoe em todo o trabalho das suas mãos.” (Deuteronômio 24:19)
A palavra do original hebraico para deixarem (“vëshâkhachêtâ”) aponta para o sentido de “deixar por esquecimento”, ou seja, os feixes de trigo que serão deixados para trás não serão lembrados pelo Segador. Isto nos remete à parábola das dez virgens quando o Noivo Segador dirá às virgens insensatas: “Em verdade vos digo que vos não conheço.” (Mateus 25:12b)  
Observou-se, no tópico anterior, que a colheita é interrompida e não encerrada, pois haverá no campo ainda a sobra da colheita. A prática de respigar (colher as sobras da colheita) também é conhecida como rabiscos. O Eterno determinou, assim, que o segador não deve voltar ao campo para buscar a sobra da colheita do trigo, mas deve deixá-la para o estrangeiro, o órfão e a viúva.
Confira também em Isaías o texto em que o Eterno trata da sobra da colheita do trigo:
“E naquele dia será diminuída a glória de Jacó, e a gordura da sua carne ficará emagrecida.
Porque será como o segador que colhe a cana do trigo e com o seu braço sega as espigas; e será também como o que colhe espigas no vale de Refaim.
Porém ainda ficarão nele alguns rabiscos, como no sacudir da oliveira: duas ou três azeitonas na mais alta ponta dos ramos, e quatro ou cinco nos seus ramos mais frutíferos, diz o Senhor Deus de Israel.” (Isaías 17:4-6) 
Observa-se acima, nas Escrituras, que parte da colheita do trigo é deixada para trás, de forma que esta parte não será colhida pelos segadores, mas por outras pessoas que podem não ter o mesmo cuidado que os segadores ao realizarem a colheita. 
Considerando que o trigo se compara à Igreja de Yeshua, conforme pregou o próprio Yeshua e João Batista (Mateus 3:11-12; 13:30, 36-38); considerando que os primeiros frutos do trigo e da Igreja foram apresentados na Festa de Pentecostes (Êxodo 34:22 e Atos 2:1,41); considerando que a colheita do trigo e a colheita de almas para a Igreja do Eterno, serão interrompidas na Festa das Trombetas (1ª Coríntios 15-51-52 e 1ª Tessalonicenses 4:16-17), podemos perfeitamente compreender que a sobra da colheita do trigo deixada para trás será composta por aqueles que, deixados para trás, serão colhidos após o Arrebatamento, durante a Grande Tribulação, em condições mais adversas. 
Tudo em total e perfeita harmonia: o calendário agrícola de Israel, as Festas do Eterno e o Plano de Salvação de Deus. O trigo (Igreja de Yeshua) teve sua colheita iniciada na Festa de Pentecostes com a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos; o trigo (Igreja de Yeshua) terá sua colheita interrompida na Festa das Trombetas com o Arrebatamento da Igreja pelo Segador; e os rabiscos do trigo (os deixados para trás) serão colhidos durante a Grande Tribulação em condições adversas, pois serão "esquecidos" pelo Segador.

VI - De acordo com as Escrituras, o Eterno vê Israel como uvas no deserto e como o fruto da figueira no seu princípio

"Achei a Israel como uvas no deserto, vi a vossos pais como a fruta temporã da figueira no seu princípio" (Oséias 9:10a)
O Eterno enxerga Israel como uvas (“kaanavym”) no deserto e como o fruta da figueira (“vitëenah”) em seu princípio.
Ocorre que a colheita da uva começa depois da Festa de Pentecostes, em uma festa menor denominada Tu BeAv e se encerra na Festa do Yom Kippur. Eis uma breve descrição da colheita da uva, de acordo com o site da FISESP (Federação Israelita do Estado de São Paulo): 
Tu BeAv possui vários significados, dos quais vários têm uma interpretação moderna. O feriado foi instituído na época do Segundo Templo, para marcar o início da colheita da uva. Como Yom Kippur também marca o fim da colheita da uva”. 
Novamente, se pode contemplar a plena precisão das Festas do Eterno, as quais funcionam como verdadeiro agendamento divino, em perfeita harmonia com o calendário agrícola de Israel. Conforme já estudado, o Dia da Expiação ou Yom Kippur aponta para a volta do Eterno para seu povo Israel ao final da Grande Tribulação. O próprio período de dez dias entre a Festa das Trombetas e o Yom Kippur representam dias de temor e profundo arrependimento apontando para o período da Tribulação. Ao final destes dias de temor, é celebrada a sexta Festa do Eterno, o Yom Kippur, que é o dia mais solene para o judaísmo pois significa o “Dia da redenção” para o povo de Israel. É o dia em que o Messias se apresenta ao remanescente de Israel para redimi-lo e recolhê-lo, encerrando sua colheita, no EXATO dia em que é celebrado o fim da colheita das uvas, ou seja, no Yom Kippur.
Vale frisar que Israel é o povo escolhido, mas nem todos os israelitas serão colhidos como salvos, mas somente o remanescente. Zacarias assim profetizou:
"E acontecerá em toda a terra, diz o Senhor, que as duas partes dela serão extirpadas, e expirarão; mas a terceira parte restará nela.
farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é o meu Deus." (Zacarias 13:8,9)  
Assim, a maior parte dos israelitas, ou seja, dois terços dos israelitas serão rejeitados pelo Eterno pois seguirão o Anticristo como seu "messias" durante a Grande Tribulação, para cumprir o que Yeshua profetizou:
"Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis." (João 5:43)
Esta parte será extirpada conforme a profecia de Zacarias 13:8,9. E isto está de pleno acordo com a visão de muitas uvas sendo pisadas no grande lagar da ira do Eterno, no meio da Grande Tribulação, conforme descrito em Apocalipse 14:17-20, pois as uvas, na profecia bíblica, representam Israel:
"E saiu do templo, que está no céu, outro anjo, o qual também tinha uma foice aguda.
E saiu do altar outro anjo, que tinha poder sobre o fogo, e clamou com grande voz ao que tinha a foice aguda, dizendo: Lança a tua foice aguda, e vindima os cachos da vinha da terra, porque já as suas uvas estão maduras.
E o anjo lançou a sua foice à terra e vindimou as uvas da vinha da terra, e atirou-as no grande lagar da ira de Deus.
E o lagar foi pisado fora da cidade, e saiu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, pelo espaço de mil e seiscentos estádios." (Apocalipse 14:17-20)
Mas a outra parte de israelitas - o remanescente de Israel - será levada para os montes no deserto, atendendo a voz de Yeshua em Mateus 24:15,16:
"Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, entenda;
Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes" (Mateus 24:15,16)
E chegarão no deserto, no lugar preparado pelo Eterno, para que sejam sustentados nos últimos e mais dramáticos três anos e meio da Grande Tribulação. Na visão revelada no capítulo 12 de Apocalipse, é descrita uma mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos pés e com uma coroa de doze estrelas:
"E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça." (Apocalipse 12:1)
Esta mulher representa Israel com base na interpretação dada pela própria Escritura em relação ao sonho de José, em Gênesis 9,10:
"E teve José outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que tive ainda outro sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim.
E contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai, e disse-lhe: Que sonho é este que tiveste? Porventura viremos, eu e tua mãe, e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?" (Gênesis 37:9,10)
No sonho de José, os filhos de Jacó são representados por estrelas, Jacó pelo sol, e a mãe de José pela lua, segundo a própria interpretação dada por Jacó, fornecendo, assim, a base bíblica necessária para que se entender que a mulher de Apocalipse 12 representa Israel.     
Ocorre que esta parte remanescente dos israelitas será conduzida até as regiões montanhosas do deserto em lugar preparado pelo Eterno, onde será sustentada por mil duzentos e sessenta dias (ou seja, os últimos três anos e meio da Grande Tribulação) conforme Apocalipse 12:6; ou ainda, por um tempo (1 ano), tempos (dois anos) e metade de um tempo (meio ano), confirmando o período de três anos e meio em que a mulher (Israel) estará sob os cuidados do Eterno, conforme Apocalipse 12:14:
"E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.
E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente." (Apocalipse 12:6,14)
Este é o remanescente de Israel, composto por aqueles israelitas que não seguirão o Anticristo, os quais serão salvos, segundo a profecia de Isaías, à qual se referiu o apóstolo Paulo, em sua Carta aos Romanos:
"Porque ainda que o teu povo, ó Israel, seja como a areia do marsó um remanescente dele se converterá; uma destruição está determinada, transbordando em justiça." (Isaías 10:22)
"Também Isaías clama acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo." (Romanos 9:27)
Estes são os que serão purificados (no deserto) como profetizou Zacarias 13:9 e no converterão ao Messias ao final da Grande Tribulação conforme a profecia de Zacarias 12:7-10:
"E o Senhor salvará primeiramente as tendas de Judá, para que a glória da casa de Davi e a glória dos habitantes de Jerusalém não seja exaltada sobre Judá.
Naquele dia o Senhor protegerá os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles naquele dia será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o anjo do Senhor diante deles.
E acontecerá naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém;
Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalémderramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e prantearão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito." (Zacarias 12:7-10) 

VII - Considerações Finais

Amados, o Plano Profético contido nas Escrituras é perfeitamente entendido por meio do calendário agrícola de Israel. Tudo minuciosamente perfeito: a colheita do trigo (Igreja de Yeshua) começou na Festa de Pentecostes; a colheita do trigo (Igreja de Yeshua) será interrompida pelo Arrebatamento da Noiva do Eterno na Festa das Trombetas; em seguida as sobras da colheita do trigo (rabiscos), ou seja, os que ficarem para trás, serão colhidos durante a Grande Tribulação em condições adversas; em meio à Grande Tribulação, cachos de uvas (parte de Israel) serão pisados no grande lagar da ira do Eterno (Apocalipse 14:18-20) representando o juízo do Altíssimo para os israelitas que aceitarem o Anticristo como seu "messias" (João 5:43); e, por fim, no Yom Kippur, quando se encerra a colheita das uvas, o remanescente de Israel (que rejeitará o Anticristo) será salvo (conforme Romanos 9:27), pois, neste dia, Yeshua retornará, em grande poder e glória, aos olhos de todas as nações, para aniquilar o Anticristo e restaurar a glória do seu povo Israel.
E, então, será inaugurado o milênio de paz, onde os dois povos do Eterno - Israel e a Igreja de Yeshua - formarão um reino sacerdotal (ou sacerdócio real), cumprindo a Palavra Profética de Êxodo e 2ª Pedro 2:11:
"E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel." (Êxodo 19:6)
"Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;
Vós, que em outro tempo não éreis povomas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia." (1ª Pedro 2:9,10)

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